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COVID-19: Você já pensou em estratégias de mitigação?

(Se você está sem tempo para ler, você pode ouvir o nosso post. É só apertar o play!)

O COVID-19 (coronavírus) vem se discriminando ao redor do mundo, impactando todas as nações pelo seu alto risco de contágio. Como a transmissão da doença chegou ao nível comunitário em várias localidades, as autoridades governamentais tem emitido decretos, fechando quase todo comércio, suspendendo eventos e praticamente todo estabelecimento público que sugere aglomeração de pessoas, inclusive o transporte público. Permanecem abertos somente os serviços essenciais. Tudo isso somado as recentes quedas da bolsa de valores de proporções históricas, alta da moeda americana, classificam a pandemia como responsável de umas das piores crises de todos os tempos.

Uma recessão global inevitável está a porta. Temos que reforçar nossos ferrolhos, trancas e fechaduras antes que ela entre com tudo. Lembra da história dos três porquinhos? Então… que tipo de casa você está usado como abrigo? Ou melhor, qual dos três porquinhos pode ser seu estereótipo: o Cícero, o Heitor ou o Prático?

E diante do cenário atual, precisamos perguntar: como o mercado está respondendo? Como os negócios serão impactados? Como está sua gestão de risco e suas contingências? Nos propomos chegar perto de algumas respostas por meio desse artigo. E quem sabe reforçar as portas de seu patrimônio.

Uma crise sem precedentes

O mundo dos negócios nunca esteve livre de crises. Só na década passada passamos por duas delas: o ataque terrorista às Torres Gêmeas e ao Pentágono que trouxe grande insegurança, e a Grande Recessão de 2008 com a bolha dos créditos imobiliários subprime. Esses eventos geraram uma instabilidade que mexeu com o mercado mundial.

Também não precisamos ir muito longe para lembrarmos de algumas doenças que fizeram o mundo estremecer. Em 2013, recebemos a notícia de um surto do vírus Ebola vindo do oeste da África, onde 3 países foram massivamente afetados. Alguns casos foram registrados fora do foco principal, mas num número muito baixo, e em 2016 foi considerado controlado.

Da mesma China, em 2002, apareceu um parente do COVID-19: o coronavírus SARS-CoV, ou síndrome respiratória aguda grave. Também se espalhou pelo mundo em poucos meses mas foi rapidamente contida e desde 2004 não foi registrado mais nenhum caso.

Em todos esses os casos, apesar do impacto e do medo gerados, nenhum chegou a uma extensão global que o novo coronavírus chegou. Existe muita incerteza do que está por vir, mas já podemos ver algumas consequências imediatas da pandemia. Vamos pontuá-las a seguir.

Riscos imediatos a se enfrentar

Steven Minsky, CEO e fundador da LogicManager e mestre em Administração e Gestão de Negócios pela Universidade da Pennsylvania e consultor em gestão de riscos, aponta as principais consequências que estamos enfrentando atualmente em um artigo publicado pela Wharton, a escola de negócios da Universidade da Pennsylvania. São eles:

1. Interrupção do comércio devido ao isolamento social

O comércio vai permanecer com as portas fechadas até segunda ordem. Considerando que em 2019 o número de compras via internet ao redor do mundo era de 14,1%, o que acontecerá com os restantes 85,9% do business? Os desafios começam no momento em que o seu empreendimento não se encaixa no serviço essencial e não pode receber seus clientes. Aqueles que podem oferecer seus serviços de forma remota, colocando seus funcionários para trabalhar de casa, ainda conseguem ter um impacto menor. Mas o que falar de hotéis, academias e linhas aéreas, por exemplo.

2. Queda de produtividade dos funcionários

Cerca de 40% dos funcionários serão afetados direta ou indiretamente pelo vírus. Pense nos que tem filhos e tem que trabalhar de forma remota à partir de agora. Eles precisam dividir a atenção do trabalho com as crianças que também permanecem em casa. Considerando que muitos profissionais não tem o costume de trabalhar por Home Office, muitos terão dificuldades para se adaptar à nova realidade.

3. Cadeia de suprimentos afetadas

Muitos equipamentos e manufaturados estão sendo seriamente afetados pelo vírus. De farmacêuticos a eletrônicos. Muitos deles são importados e isso afeta a produção. Outros são exportados e com a queda na demanda a produção terá que diminuir ou até mesmo ser interrompida.

4. Recessão, desemprego e retorno de investimento

Previsões indicam que estaremos em recessão até o final desse ano. A economia cresce com continuidade de investimentos e consumo. Como será o comportamento dos consumidores? Os investidores estão impactados negativamente pela incerteza e devem cortar o crescente investimento, aumentando o número de desemprego.  Haverá significantes demissões caso a “segunda onda” do COVID-19 se confirme.

5. Instabilidade econômica

Se o comércio está parado, a economia é obviamente afetada. Sem contar as variações monetárias com a alta do dólar e a impraticabilidade de muitos negócios de trabalhar à partir de casa. Sem circulação de dinheiro, o cenário econômico sofre um grande golpe.

E agora, como agir?

Nesse momento de pandemia, as estratégias de mitigação vão depender do setor em que sua empresa atua. Minsky também aponta 5 formas de gestão de risco para defesa contra o cenário atual.

1. Avaliações de prontidão

É o melhor lugar para se começar se não se sabe como será a continuidade do negócio. Escolhem-se ações e se observa como elas reagirão. Assim se divide padrões e melhores práticas acionáveis e então acompanha-se o processo e a aderência.

2. Plano de gestão de risco

Todas as organizações deveriam ter um plano de gestão de risco imaginando cenários como pandemias, recessão, conflitos políticos… Assim, gestores de linha de frente, ao se encontrarem com um risco, estão na melhor posição e são capazes de avaliar como esses acontecimentos irão afetar o seu negócio. Se você não possui um plano de gerenciamento de risco, não desperdice este momento em que de certa forma estamos tendo mais tempo livre para pensar nas possibilidades e monte o seu envolvendo tanto a perspectiva otimista e a pessimista de projeção dos próximos meses.

3. Análise de impacto do business

Nem todas as funções dentro do business devem ser tratadas da mesma forma. Algumas serão mais afetadas ou mais críticas que outras. E deve-se priorizar essas funções para o melhor andamento do negócio. Por exemplo, seus funcionários estão equipados para trabalhar de forma remota com laptops? E funções vitais podem ser exercidas de forma remota?

4. Gestão de política interna

Com a evolução da pandemia, novas informações aparecem e a política interna deve ser revista, modificada (se necessário) e comunicada. A política de trabalho remoto por exemplo, pode necessitar mudanças.

5. Gestão de incidentes

O gerenciamento de incidentes geralmente é uma atividade altamente isolada incorporada a um processo. Em tempos de gerenciamento de mudanças, é necessário um mecanismo unificado para toda a empresa como norma e procedimento, para avaliar a eficácia das atividades de mitigação e política, bem como para gerenciar as exceções, que normalmente representam 20% de todas as atividades.

Sabemos que estamos vivendo um momento sem precedentes na história. Precisamos aprender de forma prática (lembra do porquinho?) a lidar com um cenário que saiu do controle da responsabilidade das competências, transferindo a maior parte dessas competências – como o combate e a prevenção – para a responsabilidade de toda população. Na real, começamos a ser colocados à prova em nosso cotidiano, em um padrão de vida basicamente comum a todos habitantes do planeta: isolamento, máscaras e dá-lhe álcool gel.

A capacidade de administrar seu bem estar social, as relações de trabalho e negócios é que vai fazer toda diferença a hora que o surto passar. O momento é crítico. Mas suas consequências podem ser muito piores para quem não tiver uma estratégia planejada. É necessário pensar nas perspectivas com objetivos definidos, criando iniciativas e ações bem formuladas que gerem o movimento exato, na direção certa, e velocidade necessária. A Múltipla Estratégia em sua consultoria de gestão estratégica acredita que seja a melhor forma de design para dar sustentabilidade ao Turnaround que todos terão que fazer a partir de hoje todos os dias.

Gostou do artigo? Recomendamos a leitura de Saiba por que sua empresa precisa da gestão de riscos e compliance.

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