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Saiba por que sua empresa precisa da gestão de riscos e compliance

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O conceito de gestão de riscos se refere à relação entre dois fatores: a probabilidade de ocorrência de determinado evento futuro e o impacto que ele causaria. No mercado financeiro, por exemplo, a relação acontece entre a desvalorização das ações de uma organização e o prejuízo para o acionista. Nesse sentido, os investidores valorizam bastante a gestão de riscos e a compliance.

Mas, afinal, por que isso acontece? Quais são os objetivos dessa gestão? Como os conceitos se relacionam? Quais são os benefícios de colocar em prática essas medidas?

Criamos este post para esclarecer o assunto em definitivo. A seguir, você encontrará as respostas a essas e outras perguntas sobre o tema. Confira!

Quais são os objetivos da gestão de riscos?

Por mais que as operações de uma empresa sejam baseadas em métodos e estratégias, sempre existirão fatores externos que ultrapassam a capacidade de controle humano. Nesse sentido, o principal objetivo da gestão de riscos é estabelecer mecanismos para lidar com esse tipo de situação.

Isso exige ações de diferentes aspectos. Por um lado, é preciso se precaver contra eventuais imprevistos. Por outro, a gestão de riscos permite que a empresa calcule os impactos de suas ações e, a partir disso, ajuste suas estratégias para alcançar seus objetivos.

Na prática, a ideia é justamente aumentar as chances de alcançá-los, prevendo os obstáculos — internos e externos — e definindo como a empresa vai lidar com eles.

Para que serve a compliance?

O conceito de compliance, como o termo indica, está relacionado aos esforços para garantir que a empresa atue em conformidade com as normas internas e externas que ela adota como referência. Em outras palavras, é um mecanismo para fortalecer a ideia de que as regras devem ser seguidas em todos os âmbitos da organização.

Um ponto importante a se ter em mente é que isso não diz respeito apenas a uma legislação específica que regula as atividades que a empresa executa. A compliance também diz respeito à política interna e suas particularidades: os objetivos estratégicos, as diretrizes de qualidade, os métodos definidos para cada equipe, e assim por diante.

Por isso, a compliance costuma ser compreendida como uma importante aliada dos gestores no combate ao trabalho improvisado, o famoso jeitinho de executar uma tarefa. A adequação aos critérios técnicos e éticos leva a resultados mais previsíveis no dia a dia da empresa — algo que está diretamente relacionado à gestão de riscos.

Como se relacionam os conceitos de gestão de riscos e compliance?

Enquanto a gestão de riscos prevê cenários e determina critérios e procedimentos para lidar com eles, a compliance funciona como uma ferramenta que certifica a coerência entre teoria e prática. É sua função garantir o alinhamento entre as estratégias definidas e o que é executado no dia a dia.

A gestão de riscos estabelece, por exemplo, mecanismos de planejamento, gestão e monitoramento para que a empresa atue de forma mais eficiente no mercado. São processos que dizem respeito tanto ao contexto interno, quanto ao externo. Vamos a um exemplo prático?

Imagine que uma empresa identifique a necessidade de fortalecer a identidade da marca frente ao mercado em que atua. Nesse sentido, foi estabelecido que a estratégia adotada será a adoção de uma norma internacional relacionada à qualidade de determinado processo.

Enquanto a gestão de riscos é a responsável por entender os possíveis impactos dessa medida em longo prazo, a compliance assume o papel de garantir que as novas regras sejam devidamente implementadas nas equipes. Isso pode envolver, por exemplo, treinamentos, reuniões de conscientização e elaboração de documentos de consentimento.

São conceitos que se complementam na organização e trazem resultados muito significativos.

Quais são os benefícios de adotar essas práticas?

Um estudo feito pela Deloitte mostra que boas políticas de compliance tornam uma companhia muito mais atraente e rentável para os investidores e a governança aparece como um conceito fundamental nesse cenário. Segundo a pesquisa, seus principais benefícios são o aumento da qualidade das informações e a profissionalização da gestão.

Em vista da competitividade do mercado, a própria demanda de serviços e produtos se tornou mais exigente. Hoje, as empresas se deparam com a necessidade de oferecer mais transparência em seus processos internos, assim como nos métodos e nas políticas que os sustentam.

Isso torna a gestão de riscos e compliance extremamente produtivos para a empresa. Quando colocadas em prática, elas promovem uma dinâmica mais racional na administração dos negócios: os objetivos são claros, as estratégias para alcançá-los são mais precisas e os meios de execução são controlados mais de perto.

Vale destacar ainda que isso otimiza os processos de gestão e favorece a integração entre departamentos, já que eles tendem a se empenhar pelos mesmos objetivos. Além disso, estamos falando de dois grandes pilares da construção de uma boa reputação para a empresa.

Como colocar esses conceitos em prática?

Quanto à gestão de riscos, o primeiro passo é estabelecer os mecanismos de identificação e monitoramento desses fatores. Isso exige uma definição sobre os objetivos a serem alcançados e o levantamento de dados relevantes e confiáveis para a análise.

Adotar um modelo de mapa de riscos tende a facilitar o processo, uma vez que, por meio dele, você pode categorizar os eventos. Um risco interno, por exemplo, pode ser:

  • social;
  • financeiro;
  • ambiental;
  • tecnológico;
  • de conformidade.

Em relação ao mercado, alguns exemplos de riscos externos são:

  • social;
  • ambiental;
  • macroeconômico;
  • tecnológico;
  • legal.

A partir dessa categorização, você pode analisar cada item com base em dois fatores: probabilidade de ocorrência e impacto. Vale destacar a importância de criar uma lista de prioridades para focar o que é essencial no contexto atual da empresa.

As análises também resultam em índices de relevância para a probabilidade de ocorrência — de “raríssimo” a “muito frequente” — e o impacto — de “perda muito baixa” até “perda grave”.

Com isso, você desenvolve os planos de tratamento para cada risco, assim como as ferramentas de monitoramento e comunicação.

Não se esqueça da compliance

A compliance é uma estratégia própria da empresa, mas pode tomar como base diretrizes externas que se relacionam com suas atividades. Dois bons exemplos são a Lei Anticorrupção brasileira e o Decreto nº 8420/2015, que tratam especificamente de compliance.

Ainda assim, vale a pena ter em mente algumas dicas. Na prática, o plano de ações será desenvolvido com base nas análises de risco. Para isso, crie planos de ações, códigos de conduta e canais de comunicação especificamente para o tema compliance.

Vale destacar que é preciso investir na conscientização dos colaboradores, para que eles permaneçam engajados no assunto.

São dicas simples, mas que trazem resultados enormes em curto e longo prazo. Com boas práticas de gestão de riscos e compliance, a própria cultura da organização tende a ser remodelada. Então, coloque essa ideia em prática e leve esses benefícios para a sua empresa!

Gostou do post? Deixe seu comentário e conte-nos como sua empresa lida com esses conceitos!

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