nunca desperdice uma boa crise

“Nunca desperdice uma boa crise” – Uma análise semântica sobre o COVID-19

(Se você está sem tempo para ler, você pode ouvir o nosso post. É só apertar o play!)

A célebre frase “nunca desperdice uma boa crise”, proferida por Wiston Churchill, ícone de resistência da sanha nazista de conquistar a Europa e considerado o maior estradista da era moderna, nos serve de inspiração para esse momento da ascensão do COVID-19 (coronavírus). É uma crise histórica com prazo incerto, e sem precedentes. Mas nós, como uma consultoria de gestão em design estratégico, precisamos mediante uma análise criteriosa e técnica, formular alguns prognósticos.

Em meio a um mercado praticamente fora de design, considerando alguns setores e alguns cenários possíveis para o desenvolver da pandemia (crise). É possível se utilizar desse momento para buscar uma forma de design que proporcione movimento correto, na propulsão e proporção necessárias, e que permita uma velocidade constante. Através de uma boa análise de riscos.

Já falamos sobre algumas delas no artigo estratégias de mitigação em tempos do COVID-19 e vamos discorrer mais sobre o assunto nesse texto.

Você disse “BOA” crise?

Sim, foi isso o que foi dito. Mas antes de qualquer coisa obviamente, queremos deixar bem claro que em momento algum estamos considerando “boa” a situação da pandemia. Sabemos do número de pessoas que estão sendo vitimadas e estamos totalmente consternados e solidários ao sofrimento que a doença tem trazido a todos, principalmente aos que tem perdido seus familiares.

Quando citamos Churchill, estamos considerando “boa” como uma oportunidade. A resiliência, a perseverança, a criatividade e a inovação são estruturas fundamentais para uma estratégia de superação.

Posto isto, seguimos com a nossa análise.

Prognósticos baseados em Design Estratégico

Ao analisar de forma criteriosa e técnica os recentes acontecimentos, percebemos algo que para nós é bem evidente: está tudo FORA DE DESIGN!! As relações sociais de trabalho tiveram que adotar “formas” que comprometem os movimentos, enfraquecem a propulsão e interferem na velocidade de todas as coisas. Um quadro caótico que tende a prejudicar todo um coletivo e que, em geral, parte de uma ação individual fora de design.

Para não entrarmos no index dessa metodologia que além de inovadora é disruptiva, vamos nos deter em dois exemplos da atual pandemia: se no momento em que fosse diagnosticado o paciente zero, quais movimentos seriam necessários a seguir? Em que proporção e propulsão seriam direcionados mecanismos e recursos? E em que velocidade tudo isso seria permitido? Certamente o design estratégico, depois de uma profunda análise da “dor” e suas perspectivas, iria contribuir significativamente na formulação (forma) dos objetivos e iniciativas de um plano de ação eficaz como resposta. E principalmente construir uma arquitetura sustentável em todo planejamento como proposta de valor. Parece fácil? Talvez sim, talvez não… Mas neste caso do coronavírus tudo indica que não. Porque, do jeito que está, ainda vai demorar (e esperamos que não muito) para que tudo e todos encontrem uma forma de encarar os desafios desta crise que já se fala que é a pior de todos os tempos.

Bem, falamos em dois exemplos. E esse agora pode parecer sinistro, mas nada bizarro. Aliás, um exemplo clássico e sem pormenores de um design estratégico quase perfeito: o COVID-19. É triste mas é verdade. Vejamos o porquê:

descreve o design estratégico do coronavírus, sua forma, movimento, velocidade e propulsão
Design Estratégico do COVID-19

É por esses fatores elementais para um design que ele até agora tem sido bem sucedido. Mas lembra que nós falamos quase? Então… Vamos analisar juntos: ele não oferece nenhum resultado positivo. Só morte e destruição. Ou seja, digamos que assim como nos mais terríveis filmes apocalípticos ele exterminasse com toda a raça humana, ele iria infectar o que depois? Na verdade, depois de lascar com todo mundo, ELE mesmo (o coronavírus), estaria lascado pois sua existência não encontraria sustentabilidade. Sustentabilidade esta que é um dos principais – senão o principal – objetivos do design estratégico. Ou seja, no final das contas ele é um péssimo estrategista, não vai durar muito.

Mas enquanto isso não acontece, que tal observar cenários possíveis para o desenrolar da pandemia e como cada um deles afetaria o business em geral?

Implicações para o business

A Múltipla Estratégia está sempre em busca de informações precisas de analistas respeitados mundialmente. Assim, trazemos a perspectiva de Mihir Mysore, líder no trabalho de resposta à crises da McKinsey&Company. Para Mysore, existem dois cenários possíveis para os próximos meses.

Cenário 1: recuperação lenta

Do ponto de vista epidemiológico, esse cenário é o mais positivo. O vírus mostra-se sazonal, fazendo com que os casos comecem a diminuir em meados de abril quando as temperaturas aumentam no hemisfério norte. Países asiáticos atingem o pico mais cedo (afinal foram afetados antes) e a epidemia se mostra limitada na África e na Oceania. A contagem de casos também é retardada pelo distanciamento social imposto por governantes ao redor do mundo. A pandemia consegue ser monitorada através de testes efetivos e à medida que o inverno chega ao hemisfério sul fazendo com que o número de casos aumente nessa região, já existe um certo tipo de manual de como agir. Da mesma forma quando o outono chegar ao norte com infecções respiratórias, mais ainda se saberá e por isso estarão ainda mais preparados.

Na economia, as medidas de isolamento social com quarentenas e restrições de viagens causam uma queda acentuada nos gastos dos consumidores e das empresas até o final do segundo trimestre, produzindo uma recessão. Mesmo considerando que a o surto da doença esteja de certa forma controlado neste momento na maior parte do mundo, a dinâmica de auto-reforço de uma recessão entra em ação, prolongando a queda até o final do terceiro trimestre. Isso acontece porque os consumidores ficam em casa, as empresas perdem receita e demitem trabalhadores, aumentando os níveis de desemprego. Os contratos de investimento empresarial e as falências corporativas aumentam, pressionando significativamente o sistema bancário e financeiro. Tudo isso força uma ligeira queda do PIB no ano.

Cenário 2: contágio prolongado

Esse cenário é mais pessimista. Aqui, vemos um atraso em testes e monitoramento da evolução da doença e há pouca efetividade na adoção do distanciamento social. Descobrimos que o vírus não é sazonal, estendendo o seu contágio até o final do ano. África e Oceania começam a sofrer com a epidemia e os países asiáticos continuam apresentando novos casos diariamente. Até mesmo países com a epidemia controlada (como a China) são forçados a manter medidas de saúde pública para evitar o ressurgimento.

Sob a perspectiva econômica, temos o corte de gastos dos consumidores ao longo do ano todo. Isto afeta negativamente alguns setores mais do que outros, causando aumento do número de demissões e falências corporativas, alimentando o que Mysore chama de “espiral descendente auto-reforçada”. Neste sentido, ele fala que:

“O sistema financeiro sofre significativamente, mas uma crise bancária em grande escala é evitada devido à forte capitalização dos bancos… As respostas fiscais e de política monetária se mostram insuficientes para romper a espiral descendente. Tudo isso causando um impacto econômico global severo, aproximando-se da crise financeira global de 2008-09. O PIB contrai-se significativamente na maioria das economias importantes em 2020, e a recuperação começa apenas no segundo trimestre de 2021.”

Trazendo a estratégia para dentro da crise

Até aqui estamos tentando trazer estofo para uma questão estratégica completamente fora da curva. Mas que diante das expectativas, a gestão de ricos é a melhor resposta tática/operacional para trabalhar as variáveis e buscar o que trará mais constância conforme se desencadeiam os fatos.

Qual será a main street para economia nos próximos meses ou talvez anos? Ainda está difícil de se mapear. Mas para não ficar perdido pelo caminho acreditamos que é uma questão de sobrevivência consultar um estrategista para o alinhamento do seu negócio. Seja ele um funcionário qualificado, um consultor independente, um mentor, ou uma consultoria especializada. E que de preferência possua expertise em Turnaround. Assim, o empreendedor poderá continuar focado em seu core business para que, mesmo em períodos de secas, inundações e tempestades, continue gerando frutos, ainda que escassos mas que seja o suficiente para continuar alimentando toda a cadeia produtiva de seu model business.

Você descobrirá que é possível encontrar saídas no labirinto de uma crise e se fortalecer para os próximos desafios. Se tornando cada vez mais um empreendedor bem sucedido. Poderíamos citar exemplos de empresas que se aproveitaram de momentos de crise para aumentar seus lucros e expandir o mercado. Mas isso é assunto para outro artigo. Agora, apenas lembre-se: “nunca desperdice uma boa crise”.

Essa foi a nossa dica “grátis” de consultoria. Quer receber mais dicas e permanecer por dentro das novidades do business? Então acompanhe nossas redes sociais. Estamos sempre postando conteúdos relevantes. Estamos no Facebook, LinkedIn, Instagram e Twitter.

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