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Série “HOUSTON, WE HAVE A PROBLEM” – Conhecendo o Turnaround (Parte 1)

O mundo dos negócios pode reservar surpresas desagradáveis. Pode acontecer de você estar em uma rota de viagem perfeita e sem problemas para seu sonhado destino, e de repente ouvir um estrondo vindo de algum lugar da sua enterprise. Passa um filme na sua cabeça… (uh, Houston, we have a problem). Você sente que há chances enormes de que sua missão termine ali. Vem a insegurança, a sensação de fracasso… Até a vida pessoal começa a ficar sufocante, mesmo que ainda exista oxigênio suficiente na sua cápsula de sobrevivência.

O que fazer agora? Quais são as alternativas? Sair do módulo de conforto e ficar no vácuo vendo a sua chance de conquista se destruir não é nada reconfortante, concorda? E se você descobrisse que existe um centro de controle – um “Houston” – com uma competente equipe de técnicos, engenheiros, analistas, estrategistas que te darão as orientações necessárias de direcionamento para te ajudar a completar o seu voo ao sucesso de forma segura? Certamente te diriam:  “Apollo, it’s time to take a TURNAROUND!” (É hora de fazer um Turnaround).

Um pouquinho de contexto

Se até hoje você não tinha dado uma espiadinha no nosso Ebook Turnaround, talvez não esteja entendendo ao que estamos nos referindo. É que, para explicar como funciona o Turnaround, usamos como background a história da Apollo 13. Esta foi uma das missões da NASA à lua que, de tão marcante, acabou virando filme: Apollo 13 – Do Desastre ao Triunfo, de 1995. É daí que vem a tão famosa frase “Houston, we have a problem”, dita por John Swigert, piloto do módulo de comando, ao anunciar um estrondo vindo da parte de trás da nave após alguns dias normais e tediosos de viagem. (Na verdade, as palavras que ele usou foram um pouquinho diferentes – “Houston, we’ve had a problem here” – apesar de a frase ter ficado conhecida da maneira anterior.)

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As coisas ficaram agitadas. A missão passou de uma exploração lunar a uma luta por sobrevivência. Aqui embaixo, a equipe de terra no controle da missão corria contra o tempo, criando alternativas para a sobrevivência da tripulação da nave e estudando como trazê-la de volta sã e salva.

Em primeiro lugar, os astronautas foram orientados a utilizar o módulo lunar como um “bote salva-vidas”. Originalmente, esse módulo seria utilizado por dois deles para fazer o pouso na lua e seria descartado logo após a exploração. Esta se mostrou a melhor solução, já que o sistema de propulsão da cápsula, apesar de não ser tão potente quanto a do módulo de serviço, seria o suficiente para modificar a trajetória já calculada pela equipe em solo para entrar na rota de volta à Terra. Além disso, havia oxigênio suficiente dentro dela para a viagem de retorno.

Porém, nem tudo são flores. Havia oxigênio suficiente, mas o sistema de remoção de dióxido de carbono não era suficiente para 3 passageiros. Isso significa que em um dado momento, os astronautas estariam respirando como se o estivessem fazendo dentro de um saco de papel. A solução encontrada foi pegar as latas com pastilhas de hidróxido de lítio (responsáveis pela absorção do dióxido de carbono) do módulo de serviço antes de descartá-lo.

Problema resolvido? Não! As latas do módulo de serviço eram de formatos e tamanhos diferentes do sistema utilizado no módulo lunar. Entra em cena novamente o pessoal de Houston, que deu um jeito de solucionar a questão utilizando capas de manuais, fitas, e outras coisas que os astronautas tinham à disposição. Então, a equipe montou e testou a engenhoca em uma simulação, e depois passou as instruções para os tripulantes. Após replicá-la, tudo começou a funcionar perfeitamente.

Depois disso, restou apenas aguardar e torcer pra que todo o plano desse certo. E deu!! Não foi uma corrida fácil mas foi bem sucedida. Aliás, essa missão é conhecida como um “fracasso bem sucedido”.

Conhecendo o Turnaround

Que história, meus amigos! Agora você já deve estar entendendo o porquê de termos escolhido a missão Apollo 13 como analogia para o Turnaround. Afinal, ele se propõe a exatamente isso: resgatar missões (projetos, empreendimentos, negócios) que tiveram problemas durante sua viagem e trazê-los de volta à Terra (sucesso), através de a uma análise do negócio e um plano de ação, utilizando uma proposta de B.I. (Business Intelligence). Antes de nos aprofundarmos um pouco mais no conceito, vamos dar uma paradinha para entender o significado dessa palavra.

Como era de se esperar, não encontramos “turnaround” no dicionário da língua inglesa, afinal, trata-se de uma expressão. Uma tradução que melhor expressa o seu sentido seria “virar o jogo”, ou mais literalmente, “dar a volta”. Aqui matamos a charada: é por esse motivo que o mundo do business tem utilizado essa expressão para designar a decisão de repaginar / revitalizar / reestruturar o seu negócio. Ou seja, encontramos a definição da metodologia na própria palavra em si.

Isso quer dizer que o Turnaround não trata apenas de pequenas mudanças ou alguns ajustes, mas fala de reconstrução. É algo mais profundo, porque vai desde a forma como sua empresa atua no mercado, até seus processos internos. Trata-se de rever valores, missão, políticas, chegando até seus produtos e atendimento ao público. Como podemos ver no artigo da Endeavor sobre o Turnaround: “não adianta só virar a página. Às vezes, é necessário rasgá-la e escrever uma nova história”. Se os sistemas da nave estão falhando e o seu objetivo já se tornou inatingível, então é necessário mudar o plano de viagem.

Qual a importância de “Houston” para o resultado?

Se você está lendo esse artigo e pensando “poxa, parece estou numa missão Apollo 13”, enquanto vê luzes de emergência girando ao seu redor, saiba que pelo menos existe uma chance ao chamar: HOUSTON, WE HAVE A PROBLEM.

Assim como na saga da Apollo 13, é de suma importância que você tenha um controle de missão para um chamado de resolução de problemas. Ou seja, um setor ou departamento com uma equipe treinada em gestão de questões estratégicas e que seja capacitada para criar um plano de ação bem sucedido, que atenda aos objetivos da sua empresa. Pode ser um time ou uma pessoa apenas, ou ainda uma consultoria externa, mas sem dúvidas é uma estratégia indispensável para se atingir um fator crítico de sucesso que conduza todo o negócio a ter boas perspectivas. Na verdade, se todo empreendedor tivesse um bom estrategista, talvez não chegasse ao ponto de necessitar de um Turnaround.

Como disse Larry Page: “Muitas empresas não tem sucesso após um tempo. O que elas fundamentalmente fazem errado? Negligenciam o futuro”. Nós sempre acreditamos nisso.  Aconselhamos que você também considere tais informações, já que uma das coisas mais importantes para solucionar problemas é identificar suas causas, sua forma atual e suas possíveis consequências. Análises e diagnósticos especializados, aliados a ferramentas eficientes, podem fazer toda a diferença. Veja algumas de suas vantagens:

  • Diminuem o risco do seu negócio, com alta performance, inovação e competitividade.
  • Proporcionam lucratividade com sustentabilidade.
  • Trazem bem-estar em sua missão, além de responsabilidade social em promover qualidade de vida a todos envolvidos no seu empreendimento.

Tudo é sempre um recomeço

Bem, o título prometeu uma série e é o que vamos fazer. Apesar de Apollo 13 não ter tido uma sequência (afinal, tratava-se de uma história real), nós vamos produzir a nossa, pois um bom filme merece uma continuação, e temos muito mais para falar sobre o Turnaround. Por enquanto, deixamos um conselho: não abuse das oportunidades e não desanime se tudo – ou quase tudo – estiver indo de mal a pior. Pois de qualquer maneira, para as duas opções todo dia é sempre um recomeço.

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