turnaround houston we have a problem

Série “HOUSTON, WE HAVE A PROBLEM” – Quem precisa de Turnaround? (Parte 2)

Como vimos na Parte 1 da série “Houston, we have a problem”, o Turnaround é um processo de reestruturação de um negócio, que passa por uma análise de todos os setores da empresa para trazê-la de volta a um quadrante de sucesso. Mas a questão que não quer calar é: quem precisa de Turnaround? Continue com a leitura para saber a resposta.

(Ah, se você ainda não leu a Parte 1, dá uma passadinha lá. A gente te espera 😉 )

Vermelho, vermelhaço, vermelhusco, vermelhante, vermelhão

Se ao olhar para o quadrante financeiro da sua empresa você enxerga todos os tons de um planeta vermelho, é inegável que precisa imediatamente de um Turnaround. Afinal de contas, é preciso primeiro reconhecer que há um problema sério, e o declínio de oxigênio em sua atmosfera monetária é o maior sinal de alerta. E para “dar a volta” nesta situação, não existe outra saída a não ser fazer uma análise de tudo aquilo que foi planejado. Pequenas mudanças até poderão surtir algum efeito, mas para desviar de uma rota de colisão será necessário movimentos drásticos. E uma das principais habilidade do Turnaround, é fazer esses movimentos drásticos de forma segura.

A questão, então, é de reestruturação. E como exemplo, vamos relembrar um dos episódios da missão Apollo 13.

Brincadeira de criança?

Lembra aqueles brinquedos educativos de encaixar formas geométricas que damos de presente para crianças de 1 a 2 anos? Nós observamos os bebês tentando encaixar o triângulo no círculo e sabemos que não vai funcionar porque já passamos dessa fase. E o que isso tem a ver com a história? Segura essa informação que já vai fazer sentido. Antes, vamos embarcar na Apollo 13 mais uma vez.

A equipe de comando em Houston já havia decidido que os astronautas usariam o módulo lunar como um “bote salva-vidas“. Entre muitas questões a serem resolvidas estava a das latas com pastilhas de hidróxido de lítio, que eram responsáveis pela absorção do dióxido de carbono. Elas eram essenciais para a que o ar continuasse respirável dentro da nave. As latas do módulo lunar conseguiriam fazer o trabalho por 45 horas e com apenas 2 tripulantes. Ou seja, eles não teriam sucesso pois morreriam sufocados bem antes de chegar perto da metade da viagem de volta para a terra. O módulo que seria descartado havia latas suficientes, mas o encaixe dos invólucros eram diferentes.

E aqui encontramos o cerne do problema e a ligação com o nosso brinquedo educativo. Seria possível encaixar um quadrado em um círculo? A resposta é sim se estamos falando de Turnaround. A equipe em Houston desenvolveu uma “tecnologia” utilizando fitas, páginas de manuais… coisas disponíveis aos astronautas para fazer com que as latas quadradas se encaixassem na saída que era redonda. Depois bastou explicar o passo-a-passo para a tripulação que replicou tudo conforme ensinado.

Essa passagem da missão Apollo 13 nos ensina uma lição valiosa sobre o Turnaround. Para fazer uma reestruturação utilizamos aquilo que a empresa já possui. Afinal de contas, ela pode não dispor de saúde financeira para investir em novos projetos neste momento.

To be continued…

Agora que já sabemos o que é o Turnaround e para quem ele se aplica, vamos conhecer exemplos de empresas que utilizaram a metodologia e tiveram ótimos resultados. Mas vamos deixar isto para a Parte 3 da série. Até porque trilogias são mais legais que filmes com apenas uma sequência.

E se você tem um problema sério na sua enterprise que foi programada para fazer uma determinada trajetória e começa a perceber que está saindo da rota, é melhor identificar o que está acontecendo antes de perder altitude! Atuando de forma estratégica é possível fazer ajustes sem prejudicar sua missão preservando ao máximo seus recursos e sua tripulação. Retomando através do Turnaround todo o comando da operação. 

E mesmo que seus negócios estejam fora de órbita é possível programar uma rota alternativa com uma boa orientação técnica de uma equipe especializada em Turnaround. Assim como na história dos astronautas, considerada um “fracasso bem sucedido”, você poderá decolar muitas vezes na conquista do seu espaço!

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